Querida, se você estiver lendo isso quero que você saiba que eu não a deixei, que eu não a desprezo, eu apenas desci as escadas, pois cansei de cair. Eu sei que é insano, mas você faria o mesmo. Eu não risquei seus discos, eu não queimei suas fotos nem rasguei suas cartas. Eu não pude fazê-lo porque toda vez que eu olhava em seus olhos eles me diziam nada menos que a verdade, que eu nunca amaria alguém como amei você. Eu queria beijá-la o tempo todo, eu queria o mundo o tempo todo. Eu vejo você, eu sinto você, em todas as cicatrizes que me deixou. Eu tenho medo de muitas coisas, inclusive de mim. Eu não posso ter você sem ver você, eu não posso ter o mundo sem você, se me deixasse voltar, eu seria eternamente grato.
Eu não tenho nada nem ninguém, a não ser a saudade que me tem. O seu perfume está na cama, a sua imagem está em todo lugar e a sua camisa já tem furos, pois outra coisa eu não uso. Lembro de quando eu amava a sua amargura, sorria quando você estava triste e cantava enquanto você dormia. Hoje eu vou aos lugares que você costumava frequentar, tento encontrar vestígios, quem sabe um pouco de você não mora lá? Cato coisas, piso em folhas e atiro cacos na água, tiro pedaços da nossa história e encaixo todos eles em mim. Eu te dava flores, beijava os seus olhos e fazia carinho enquanto você jantava, não me diga que não adiantava.
Não diga tudo, não pense em tudo, só lembre-se de mim enquanto você sonha, esqueça-se de mim enquanto você chora e não confunda os seus sapatos com os meus, você não precisa de desculpas para voltar aqui. Eu quero que você chegue mais perto desse lado da cama para que os seus pés possam encostar-se aos meus. Pegue os seus cigarros e junte-se a mim, desça as escadas sem medo de cair, não me julgue tanto assim, se eu não a amasse eu não usaria palavras tão bregas, eu não me sentiria tão louco assim. Me deixe acordar ao seu lado, você não tem nada a peder, quando você estiver pronta então irá saber. Estar com a solidão é sempre assim, não tem nem um começo, quem dirá um fim, mas quando está consigo mesmo não há o que temer. Eu te amo querida, essas são minhas últimas palavras sobre ter você.
B.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
domingo, 27 de dezembro de 2009
[Du]vi[da]ndo do [Passado], [Presente] e [Futuro].
No fundo, não achei que você fosse me quebrar em tantos pedaços. Tão fundo, que alguns fragmentos simplesmente não consigo alcançar. Se antes fui mil mosaicos agora olho para meu coração e vejo a figura que, juntando um a um, formei. Não posso dizer que gerei algo indesejado, pois é exatamente quem mais desejo. Mas parece que meu desejo tem como garantia o aborrecimento do extremo apego. E do meu desapego, onde, no final das contas, só resta apegar-me a mim mesmo, parece que você tem medo. Diz gritar por ódio e não por chateação, só pode odiar a situação que está. Odeia ter medo. E teme me amar, por que sabe que te amo, mas não acredita, por ter medo de saber em que pode acreditar. E quando se sabe em que acreditar, se duvida, pois, quando se sabe de verdade, se sabe da verdade, e, então, sabe-se que é impossível acreditar. Teme tanto ao conhecimento quando à penumbra, mas rejeita a incerteza, mesmo que, muito em breve, é exatamente nela em que se encontrará, mascarada de Futuro, que agora, nada sabe, mas, que há muito pouco tempo passado, de Presente não tem mais nada, apenas de Passado. De Presente, nunca se tem nada, já que a certeza só se faz presente nele, e não há certeza que dure tanto a ponto de validá-lo: Uma certeza existe quando deixa de ser Passado e morre quando passa a ser Futuro.
E o Futuro? Não sei, certamente, o que dizer. Se valer de algo o que acredito, posso responder que estarei aqui, quando minha condição mudar de “por enquanto” e passe a ser “portanto”, e de sua boca, apenas essas palavras irão restar: “portanto, me ame agora, pois eu também posso te amar.”
P.
E o Futuro? Não sei, certamente, o que dizer. Se valer de algo o que acredito, posso responder que estarei aqui, quando minha condição mudar de “por enquanto” e passe a ser “portanto”, e de sua boca, apenas essas palavras irão restar: “portanto, me ame agora, pois eu também posso te amar.”
P.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
P. responde.
Bom, meu jeito de levar a vida?
Ou simplesmente é a vida que me leva? Eis uma questão que nunca saberemos responder. Alguns realmente acreditam que são totalmente donos de suas ações e... Do acaso? A ciência adora o acaso. Realmente, ele é uma porção de chalotas em nossa vida, um belo tempero.
Mas... Eu gosto de observar os rumos que a vida leva. Como brincar de tentar adivinhar o que vai acontecer, seguindo um raciocínio lógico. Funciona e não. Essa é a graça do tal destino. A parte que funciona, racional, realmente depende de nós. E a parte que surpreende (porque frustrar-se?) nossas espectativas não. As pessoas continuam me cativando a cada dia. Desapontando? (...)
O mais importante é que minha vida é feita de paixões. Pequenas, grandes, rápidas e algumas que viram rotina, ou melhor, fazem a própria. Nem por isso deixam de ser paixões. O segredo é esse... Apaixonar-se por muitas coisas, vivê-las de uma forma proveitosa e racional. Quando há paixão, há intensidade. E intensidade de nada tem em oposto a duração. Segundo Spinoza, aquela história que uma luz que brilha uma vez o faz de forma intensa, e a que brilha duas vezes, pisca com menor intensidade devido a maior duração, é papo furado. De certa forma, eu concordo. A intensidade de nossas vidas depende apenas de nós. E quanto mais tempo ela durar, poderemos descobrir todas as formas intensas de viver.
Já que aquela é sua forma de levar a vida, Bi, o que ajuda a te fazer feliz? O que, aparentemente, dá sentido a sua vida? Essa é uma reflexão que todos devem buscar.
P.
Ou simplesmente é a vida que me leva? Eis uma questão que nunca saberemos responder. Alguns realmente acreditam que são totalmente donos de suas ações e... Do acaso? A ciência adora o acaso. Realmente, ele é uma porção de chalotas em nossa vida, um belo tempero.
Mas... Eu gosto de observar os rumos que a vida leva. Como brincar de tentar adivinhar o que vai acontecer, seguindo um raciocínio lógico. Funciona e não. Essa é a graça do tal destino. A parte que funciona, racional, realmente depende de nós. E a parte que surpreende (porque frustrar-se?) nossas espectativas não. As pessoas continuam me cativando a cada dia. Desapontando? (...)
O mais importante é que minha vida é feita de paixões. Pequenas, grandes, rápidas e algumas que viram rotina, ou melhor, fazem a própria. Nem por isso deixam de ser paixões. O segredo é esse... Apaixonar-se por muitas coisas, vivê-las de uma forma proveitosa e racional. Quando há paixão, há intensidade. E intensidade de nada tem em oposto a duração. Segundo Spinoza, aquela história que uma luz que brilha uma vez o faz de forma intensa, e a que brilha duas vezes, pisca com menor intensidade devido a maior duração, é papo furado. De certa forma, eu concordo. A intensidade de nossas vidas depende apenas de nós. E quanto mais tempo ela durar, poderemos descobrir todas as formas intensas de viver.
Já que aquela é sua forma de levar a vida, Bi, o que ajuda a te fazer feliz? O que, aparentemente, dá sentido a sua vida? Essa é uma reflexão que todos devem buscar.
P.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Som, luzes, câmera e lua nova.
Segunda feira à noite, aqui deste lado,
Está um tanto agitado para mim.
Som alto, luzes apagadas e uma lua nova
Que um tanto me lembra seu sorriso.
Tudo o que eu posso ver agora são as luzes amarelas da solitária rua lá de baixo e ter terríveis lembranças daquelas velhas noites em claro.
O relógio parado marca o início do fim da minha noite, se é que você me entende.
Eu espero que não.
Hoje vamos dar passos um pouco mais firmes,
Depois me diga se você gosta.
E você disse: ''Por mim tudo bem,
Eu vou a qualquer lugar.
Sim, eu disse qualquer lugar.''
O que mais eu posso dizer?
Estamos aqui faz um bom e longo tempo
E nada ainda me aconteceu.
O esplendor de um solo de guitarra, um sorriso
E todo aquele romantismo implacável,
Ou mesmo a falta dele.
Isso não me impede de nada.
E agora, eu ainda me encontro com o cheiro de cigarro de uma outra pessoa,
Misturada com a fumaça do ônibus lá fora e um pouco do seu cheiro natural,
Mas eu não ligo.
Acho que vou sair daqui agora.
Ir para um lugar onde há boas comidas e grandes amores.
Suponho que ficarei bem,
O copo ainda não se partiu,
A taça de vinho ainda não foi tomada,
A imaginação alertou que não, em nenhum lugar,
Longe ou perto daqui.
O tal lugar nem existe mais.
Faz tanto tempo desde que eu fui visitá-la,
Talvez você não seja mais a mesma.
Não da mesma maneira,
Não com o mesmo fulgor,
Nem no mesmo endereço.
Não mesmo.
E agora eu me despeço com um grande gole de vinho, sobrevivendo das luzes para fora da minha janela,
E além disso, não há nada que preencha toda essa minha falta de brio agora.

B. (em noite fria)
Está um tanto agitado para mim.
Som alto, luzes apagadas e uma lua nova
Que um tanto me lembra seu sorriso.
Tudo o que eu posso ver agora são as luzes amarelas da solitária rua lá de baixo e ter terríveis lembranças daquelas velhas noites em claro.
O relógio parado marca o início do fim da minha noite, se é que você me entende.
Eu espero que não.
Hoje vamos dar passos um pouco mais firmes,
Depois me diga se você gosta.
E você disse: ''Por mim tudo bem,
Eu vou a qualquer lugar.
Sim, eu disse qualquer lugar.''
O que mais eu posso dizer?
Estamos aqui faz um bom e longo tempo
E nada ainda me aconteceu.
O esplendor de um solo de guitarra, um sorriso
E todo aquele romantismo implacável,
Ou mesmo a falta dele.
Isso não me impede de nada.
E agora, eu ainda me encontro com o cheiro de cigarro de uma outra pessoa,
Misturada com a fumaça do ônibus lá fora e um pouco do seu cheiro natural,
Mas eu não ligo.
Acho que vou sair daqui agora.
Ir para um lugar onde há boas comidas e grandes amores.
Suponho que ficarei bem,
O copo ainda não se partiu,
A taça de vinho ainda não foi tomada,
A imaginação alertou que não, em nenhum lugar,
Longe ou perto daqui.
O tal lugar nem existe mais.
Faz tanto tempo desde que eu fui visitá-la,
Talvez você não seja mais a mesma.
Não da mesma maneira,
Não com o mesmo fulgor,
Nem no mesmo endereço.
Não mesmo.
E agora eu me despeço com um grande gole de vinho, sobrevivendo das luzes para fora da minha janela,
E além disso, não há nada que preencha toda essa minha falta de brio agora.
B. (em noite fria)
domingo, 20 de setembro de 2009
Então me diga.
Ela sabe quem eu sou,
Para onde vou,
Aonde habita a minha alma.
Preciso saber se ela realmente sempre acerta.
Dizem que não é nada de mais,
Mas eu não vejo dessa maneira.
Ela disse: ''Estou onde você está,
Eu vejo o que você vê,
Eu acredito no que você acredita.''
Ela me engoliu depois do café,
Ela gritou depois do sussurro,
Mas agora não sei o que eu sinto,
Então não me diga.
Mas ela disse: ''Eu estou onde você está,
Eu vejo o que você vê,
Eu acredito no que você acredita,
Vamos sentir juntos.''
Ela me partiu,
Me engoliu depois do café,
Gritou depois do sussurro,
E eu não sei mais o que sinto.
Eu disse: ''Estarei na esquina.
Estou rodando em volta de mim.
Mas eu não sei se quero,
Não sei se espero. ''
Acho que vou fugir,
Talvez fingir,
Porque eu não sei o que eu sinto,
Então me diga.
Você costumava a ser mais simpática,
Mas agora me joga do alto para baixo.
Eu disse: ''Eu não sei se quero,
Não sei se espero. ''
Talvez eu fuja,
Ou talvez apenas finja sentir.
Então não me diga mais.
B. (domingo bom é domingo em casa)
Para onde vou,
Aonde habita a minha alma.
Preciso saber se ela realmente sempre acerta.
Dizem que não é nada de mais,
Mas eu não vejo dessa maneira.
Ela disse: ''Estou onde você está,
Eu vejo o que você vê,
Eu acredito no que você acredita.''
Ela me engoliu depois do café,
Ela gritou depois do sussurro,
Mas agora não sei o que eu sinto,
Então não me diga.
Mas ela disse: ''Eu estou onde você está,
Eu vejo o que você vê,
Eu acredito no que você acredita,
Vamos sentir juntos.''
Ela me partiu,
Me engoliu depois do café,
Gritou depois do sussurro,
E eu não sei mais o que sinto.
Eu disse: ''Estarei na esquina.
Estou rodando em volta de mim.
Mas eu não sei se quero,
Não sei se espero. ''
Acho que vou fugir,
Talvez fingir,
Porque eu não sei o que eu sinto,
Então me diga.
Você costumava a ser mais simpática,
Mas agora me joga do alto para baixo.
Eu disse: ''Eu não sei se quero,
Não sei se espero. ''
Talvez eu fuja,
Ou talvez apenas finja sentir.
Então não me diga mais.
B. (domingo bom é domingo em casa)
Vida e escolha. Vivendo de escolhas.
Bom, Pedro, quase não acho uma forma de responder sua pergunta por meio do Blog, na verdade, mal sei responder se estou realmete feliz ou tentando esconder dores passadas mas, acho que todas essas coisas já passaram, já se ajeitaram. Me sinto melhor do que nunca ultimamente e que bom que isso é notável pra você, logo você, que me conhece quase que muito bem, seria um tanto egoísta não perceber isso.
A pergunta que eu fiz no início do Blog, sobre por que mesmo estando felizes queremos sempre mais, suponho que é uma coisa presente em todos nós, inclusive em mim. Eu levo a minha vida desse jeito, esqueço mágoas para elas não me aprisionarem, faço o que acho melhor para mim sem ser egoísta, perdôo, porque como dizem, fracos são aqueles que não sabem perdoar. Por fim, eu amo, vivo, inspiro e expiro tudo que existe à minha volta, e assim, me sinto bem comigo mesma.
Nesse momento não tenho nada para falar, mas ao mesmo tempo, tudo. Não preciso de grandes aventuras para seguir em frente, mas ao mesmo tempo, tenho. E acredito que o melhor jeito de levar a vida é lembrar de que ela existe, seja com brilho ou com a falta dele.
Mas e você Pedro, qual seria o seu jeito de levar a vida?
B.
A pergunta que eu fiz no início do Blog, sobre por que mesmo estando felizes queremos sempre mais, suponho que é uma coisa presente em todos nós, inclusive em mim. Eu levo a minha vida desse jeito, esqueço mágoas para elas não me aprisionarem, faço o que acho melhor para mim sem ser egoísta, perdôo, porque como dizem, fracos são aqueles que não sabem perdoar. Por fim, eu amo, vivo, inspiro e expiro tudo que existe à minha volta, e assim, me sinto bem comigo mesma.
Nesse momento não tenho nada para falar, mas ao mesmo tempo, tudo. Não preciso de grandes aventuras para seguir em frente, mas ao mesmo tempo, tenho. E acredito que o melhor jeito de levar a vida é lembrar de que ela existe, seja com brilho ou com a falta dele.
Mas e você Pedro, qual seria o seu jeito de levar a vida?
B.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Dialogando.
Dois amigos discutiam sobre a beleza, a simplicidade,
A distância e a saudade.
Um se perguntou por que tudo havia mudado.
Se maravilharam por tudo que tinham se tornado.
Mas as mudanças,
Que incluem distância e saudade...
Descobriram que, por caso,
Tudo era culpa de um certo desleixo nosso.
Mas o amor sempre faz com que nada mude,
Que a amizade, assim como a vontade de ter alguém aqui, nunca se altera.
B: Sabe que todo dia a gente é melhor? A gente só não sabe disso.
Pbl: Agora eu sei. Obrigado.
A distância e a saudade.
Um se perguntou por que tudo havia mudado.
Se maravilharam por tudo que tinham se tornado.
Mas as mudanças,
Que incluem distância e saudade...
Descobriram que, por caso,
Tudo era culpa de um certo desleixo nosso.
Mas o amor sempre faz com que nada mude,
Que a amizade, assim como a vontade de ter alguém aqui, nunca se altera.
B: Sabe que todo dia a gente é melhor? A gente só não sabe disso.
Pbl: Agora eu sei. Obrigado.
Você ou a Vida?
Sabe, Bianca, ando percebendo o quão sentimental você anda. Estaria feliz? Ou em busca disso?
Lembro que bem no começo desse blog você me fez uma pergunta parecida, da razão de mesmo "felizes" nunca estarmos satisfeitos. Na postagem sobre suspiros e pequenas paixões que impulsionam a vida, eu acabei falando sobre isso, lembra? Sobre a insatisfação com algo que não sabemos ao certo... Mas nos imprime uma vontade de ter algo novo.
"Sim, esse é o meu jeito preferido de levar a vida."
E qual é o seu jeito de levar a vida, Bianca? Ou é ela que a leva?
P.
Lembro que bem no começo desse blog você me fez uma pergunta parecida, da razão de mesmo "felizes" nunca estarmos satisfeitos. Na postagem sobre suspiros e pequenas paixões que impulsionam a vida, eu acabei falando sobre isso, lembra? Sobre a insatisfação com algo que não sabemos ao certo... Mas nos imprime uma vontade de ter algo novo.
"Sim, esse é o meu jeito preferido de levar a vida."
E qual é o seu jeito de levar a vida, Bianca? Ou é ela que a leva?
P.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Meu caro amigo amante.
O som das folhas, do trânsito,
Do vento que passa entre as minhas orelhas junto ao meu fone de ouvido.
Depois o telefone, o porteiro,
E os meus longos passos até o elevador.
Em seguida o som dos seus pés caminhando até a porta,
O riso das crianças brincando no corredor
E o aborrecimento da sua mãe só por eu estar aqui.
O chão de madeira escura,
Enquanto o céu continuava azul,
As folhas verdes..
Que poderiam até estar laranjas, amarelas..
Eu não ligaria.
Porque eu sei que a beleza continuaria lá,
Nos meus e nos seus olhos.
B.
Do vento que passa entre as minhas orelhas junto ao meu fone de ouvido.
Depois o telefone, o porteiro,
E os meus longos passos até o elevador.
Em seguida o som dos seus pés caminhando até a porta,
O riso das crianças brincando no corredor
E o aborrecimento da sua mãe só por eu estar aqui.
O chão de madeira escura,
Enquanto o céu continuava azul,
As folhas verdes..
Que poderiam até estar laranjas, amarelas..
Eu não ligaria.
Porque eu sei que a beleza continuaria lá,
Nos meus e nos seus olhos.
B.
Sem título.
Ele faz você se sentir tão bem,
Ele inspira, Ele estimula você.
Faz você se sentir vivo de novo.
E pelo visto vai ser uma noite longa,
Daquelas aquecidas com o calor do seu corpo.
Então aqui está você, branco e límpido.
E depois claro e quente.
Esses sonhos que inspiram as palavras...
Basta um sorriso seu
Que me congela até vê-lo novamente.
Sim, é o meu jeito preferido de levar a vida.
Então você não se importa mais com ela,
Mas agora nem mesmo com si própria.
Você só liga para a água ainda enchendo os canos do seu apartamento
E sobre continuar mantendo a varanda sempre limpa.
E Deus, nos livre desta mulher que se faz de mal compreendida.
Eu não entendo como ainda estamos todos sóbrios,
Este é realmente um mundo de loucos, que diferença faria?
De qualquer forma, essa é a nossa história,
Do final do guarda roupa até o fundo do poço.
Que me congela até vê-la novamente.
Sim, esse é o meu jeito preferido de levar a vida.
B. (tudo calmo, leve e desagradável)
Ele inspira, Ele estimula você.
Faz você se sentir vivo de novo.
E pelo visto vai ser uma noite longa,
Daquelas aquecidas com o calor do seu corpo.
Então aqui está você, branco e límpido.
E depois claro e quente.
Esses sonhos que inspiram as palavras...
Basta um sorriso seu
Que me congela até vê-lo novamente.
Sim, é o meu jeito preferido de levar a vida.
Então você não se importa mais com ela,
Mas agora nem mesmo com si própria.
Você só liga para a água ainda enchendo os canos do seu apartamento
E sobre continuar mantendo a varanda sempre limpa.
E Deus, nos livre desta mulher que se faz de mal compreendida.
Eu não entendo como ainda estamos todos sóbrios,
Este é realmente um mundo de loucos, que diferença faria?
De qualquer forma, essa é a nossa história,
Do final do guarda roupa até o fundo do poço.
Que me congela até vê-la novamente.
Sim, esse é o meu jeito preferido de levar a vida.
B. (tudo calmo, leve e desagradável)
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